quarta-feira, 28 de julho de 2010

Educação em Foco: Desafios e Práticas

Qual é o sentido da educação escolar nos dias atuais?

Essa seria a pergunta de todos os dias, pois entramos em conflito com a educação a cada momento de mudanças e hoje elas ocorrem instantaneamente nesse mundo globalizado.

Competimos com as novas tecnologias, com a TV, com as drogas , com a violência.

E mesmo assim temos que ser guerreiros na nossa missão.

Quando abordamos a Educação com foco nos desafios e práticas temos a esclarecer que é neste princípio que devemos atuar.

Primeiro devemos contabilizar sobre o que vem ocorrendo ao nosso redor e diagnosticar os porquês : o por que o aluno não está rendendo como esperamos que rendesse?; por que os pais não tem a mesma postura que os nossos pais tinham perante a escola?; por que é tão difícil manter a disciplina? ; porque os recursos sempre são insuficientes? ; por que a língua portuguesa foi “atropelada” pelo “internetês”? ; enfim...

Precisamos ficar atentos e entender que não há fórmulas mágicas para transformar essa realidade, especialmente na escola pública, onde estão os maiores desafios, mas com certeza, se mudarmos a prática e as atitudes certamente seremos vencedores e seguiremos firmes na busca dos objetivos.

Porém, quando dizemos, “nós” e é assim que tem que ser, no coletivo, queremos deixar claro que a responsabilidade pelos avanços e sucesso da escola, seja ela qual for, é de todos. Cada um fazendo a sua parte, contribuindo valorosamente para o esperado final feliz, mas conscientes de que esse final feliz, não nos será apresentado de imediato, pois a educação se dá a longo prazo e muitos nem viverão para ver.

O fato é que os atores da educação devem se perceber parte do processo e:

-quando virmos os pais voltando a escola para conhecer o professor dos seus filhos, saber quais são os métodos que empregam nas suas aulas, qual é a organização da escola e suas normas internas, participar dos eventos que a escola promove valorizando seus filhos;participar dos colegiados e reconhecer-se co-responsável pela formação formal da criança; fazerem opções de atividades culturais e esportivas;

-quando professores forem entendidos como mediadores dos saberes; buscarem aperfeiçoamento da prática constantemente e conhecerem as novas tecnologias arriscando-se para o desconhecido; compreenderem a importâncias das avaliações externas enquanto instrumento para reavaliação do trabalho da equipe escolar e não apenas termômetro do fracasso ou sucesso , podendo promover oportunidades de novas metodologias, utilizando-se dos diversos instrumentos de avaliação e apostar em novas estratégias para a recuperação dos conteúdos não assimilados, afinal, não é para isso que serve a avaliação?; compreenderem que a retenção só será inevitável após esgotadas as possibilidades; lembrar que as horas de trabalho pedagógico coletivo(HTPCs) foram conquistadas pela classe e no momento em que as entidades lutavam por essa conquista, endossavam seu valor por oportunizar momentos de estudo e troca de experiência entre seus pares;preocupar-se com o aluno que falta demasiadamente e informar a coordenação sobre os fatos; observar as alterações de comportamento dos alunos, principalmente se há interferência na aprendizagem;

- quando os gestores promoverem a gestão democrática, forem transparentes nas práticas administrativas, financeiras e pedagógicos, buscarem a participação dos pais e da comunidade escolar, assim como da sociedade civil; elaborarem práticas de discussão sobre o aproveitamento dos alunos e facilitarem a busca de novas práticas dos professores para a resolução dos problemas, numa atitude de extrema liderança, sem se esquecer dos atos legais que caminham lado a lado em todos os campos de suas atuações;

-quando a equipe escolar percebe-se ator e participante na educação, lembrando que suas atitudes e fazeres bem feitos serão modelos para essas crianças, pois elas observam a forma com que trabalham e muitas vezes copiam para reproduzir mais tarde;

-quando a sociedade civil colaborar para o andamento da educação no país e tornarem-se parceiros, estabelecendo propostas que busquem a melhoria da qualidade de ensino, principalmente, quando as crianças chegam a adolescência e não tem muita perspectiva e finalmente,

- quando o poder público em todas as suas esferas virem a educação como algo realmente importante e que a escola não é um lugar apenas para abrigar crianças e “tentar” transmitir a educação formal.

A escola pede socorro. Lá está a diversidade, a “liberdade assistida”, o pobre, o vulnerável socialmente falando, o aluno que tem sonhos e aquele que perdeu a esperança.Está também o aluno brilhante e é este quem mais perde.

É com esse público que nos deparamos todos os dias e nos sentimos sozinhos, uma vez que nem toda a sociedade está preocupada com a educação das nossas crianças .

Assim, podemos contar com uma minoria ainda interessada: aqueles que estão na sala de aula , lutando a cada dia para fazer algo de bom , o professor que ainda resiste na profissão que escolheu e se todos executarem parte que lhes cabe, quem sabe poderemos comemorar o sucesso da escola?

Enfim, quando todos acreditarem que a educação é a alternativa para resolver os problemas do mundo seremos teremos alcançados os objetivos.

Rosane Edmaig Arruda Dias

Diretora do Departamento de Educação e Cultura